Bancos devolveram 1,8 milhões aos clientes relativos à Euribor negativa

O cálculo é da Deco, quando se completa um ano da entrada em vigor da medida que obriga os bancos a reflectirem o valor negativo da taxa de juro.

Não é muito, mas bancos já estão a devolver alguns euros a uma pequena parte dos clientes com empréstimos à habitação.

A associação para a defesa do consumidor Deco calcula que, no último ano, a banca devolveu cerca de 1,8 milhões de euros aos clientes com empréstimos à habitação devido às taxas Euribor negativas.

Completa-se  que entrou em vigor em Portugal a lei que obriga a banca, perante taxas de juros negativas, a pagar esse diferencial negativo aos clientes dos contratos em que o cálculo resulte em juros abaixo de zero. O valor apurado é pago na conta de depósito à ordem associada ao contrato, não abatendo directamente ao montante em dívida, como inicialmente se pretendia.

“Cinco euros de valor de devolução mensal do contrato, vezes 12 meses e 30 mil contratos, dá um valor aproximado, neste último ano, de 1,8 milhões de euros devolvidos aos clientes pela banca”, disse à agência Lusa o economista da Deco/Proteste Nuno Rico.

“Esse valor tem um impacto muito reduzido para a banca”, defendeu Nuno Rico, considerando que os valores devolvidos aos clientes bancários são “perfeitamente justificáveis” e que introduz “justiça”.

A Deco faz um “balanço positivo” deste último ano de aplicação desta lei, mas critica o atraso na publicação e entrada em vigor que, na opinião do economista, fez os consumidores perder, pelo menos, dois anos de juros negativos nos créditos à habitação.

As taxas Euribor a três, a seis e a 12 meses entraram em terreno negativo em 2015, em 21 de Abril, 06 de Novembro e 05 de Fevereiro, respectivamente.

Quando as taxas de juro começaram a ficar negativas, os bancos estabeleceram inicialmente um spread (margem de lucro dos bancos) mínimo, mas não descontavam sequer o valor negativo da Euribor aos clientes.

Foi ainda em 2015 que, após uma recomendação do Banco de Portugal, a banca começou a reflectir os valores negativos no spread, mas apenas até ao limite do valor do próprio spread, não permitindo assim que ficasse negativa a taxa final aplicada ao crédito à habitação.

“Com a descida das Euribor para valores históricos, em muitos dos créditos contratados entre 2006 e 2008, quando os spreads era normal serem inferiores 0,3% ou 0,5%, houve casos em que a média da Euribor negativa superava o valor do spread e havia casos em que a taxa final aplicada ao crédito era negativa e a banca aplicava taxa zero”, afirmou.

Fonte. “Jornal Público”

O cálculo é da Deco, quando se completa um ano da entrada em vigor da medida que obriga os bancos a reflectirem o valor negativo da taxa de juro.

Não é muito, mas bancos já estão a devolver alguns euros a uma pequena parte dos clientes com empréstimos à habitação.

A associação para a defesa do consumidor Deco calcula que, no último ano, a banca devolveu cerca de 1,8 milhões de euros aos clientes com empréstimos à habitação devido às taxas Euribor negativas.

Completa-se  que entrou em vigor em Portugal a lei que obriga a banca, perante taxas de juros negativas, a pagar esse diferencial negativo aos clientes dos contratos em que o cálculo resulte em juros abaixo de zero. O valor apurado é pago na conta de depósito à ordem associada ao contrato, não abatendo directamente ao montante em dívida, como inicialmente se pretendia.

“Cinco euros de valor de devolução mensal do contrato, vezes 12 meses e 30 mil contratos, dá um valor aproximado, neste último ano, de 1,8 milhões de euros devolvidos aos clientes pela banca”, disse à agência Lusa o economista da Deco/Proteste Nuno Rico.

“Esse valor tem um impacto muito reduzido para a banca”, defendeu Nuno Rico, considerando que os valores devolvidos aos clientes bancários são “perfeitamente justificáveis” e que introduz “justiça”.

A Deco faz um “balanço positivo” deste último ano de aplicação desta lei, mas critica o atraso na publicação e entrada em vigor que, na opinião do economista, fez os consumidores perder, pelo menos, dois anos de juros negativos nos créditos à habitação.

As taxas Euribor a três, a seis e a 12 meses entraram em terreno negativo em 2015, em 21 de Abril, 06 de Novembro e 05 de Fevereiro, respectivamente.

Quando as taxas de juro começaram a ficar negativas, os bancos estabeleceram inicialmente um spread (margem de lucro dos bancos) mínimo, mas não descontavam sequer o valor negativo da Euribor aos clientes.

Foi ainda em 2015 que, após uma recomendação do Banco de Portugal, a banca começou a reflectir os valores negativos no spread, mas apenas até ao limite do valor do próprio spread, não permitindo assim que ficasse negativa a taxa final aplicada ao crédito à habitação.

“Com a descida das Euribor para valores históricos, em muitos dos créditos contratados entre 2006 e 2008, quando os spreads era normal serem inferiores 0,3% ou 0,5%, houve casos em que a média da Euribor negativa superava o valor do spread e havia casos em que a taxa final aplicada ao crédito era negativa e a banca aplicava taxa zero”, afirmou.

Fonte. “Jornal Público”

Gostaria de receber as novidades antes das publicações?
Subscreva a nossa newsletter.

Saiba como aumentar a potência contratada para uma habitação.

Saiba como aumentar a potência contratada para uma habitação.

Saiba como aumentar a potência contratada para uma habitação.Existem, em alguns momentos, a situação de após ligarmos vários elétrodomésticos ou equipamentos em casa ao mesmo tempo, a corrente elétrica é interrompida. Por outroas palavras, o quadro “dispara” deixando...