A empresa concessionária do terminal de contentores de Alcântara, em Lisboa, prevê investir 122 milhões de euros até 2038, para modernizar e tornar mais eficiente a atividade operacional daquela infraestrutura portuária.

Os planos de investimento foram apresentados esta terça-feira (16 de julho de 2019), durante a cerimónia de assinatura de um memorando de entendimento para a renovação da concessão do terminal de contentores de Alcântara, entre a administração do Porto de Lisboa e a Liscont, empresa do grupo Yilport, escreve a Lusa.

O acordo contempla o alargamento da concessão até 2038 e um plano de investimentos de 122 milhões de euros, também até àquele ano, que prevê intervenções em infraestruturas (26,5 milhões), aquisição e implementação de infraestrutura tecnológica (2 milhões) e aquisição e instalação de equipamentos (93,5 milhões).

De referir que a maior fatia deste investimento será concretizada nos próximos dois anos (2020 e 2021), durante os quais serão gastos 44,1 milhões de euros, prevendo-se a aquisição de dois novos pórticos de cais e seis novos pórticos de parque, além de investimentos direcionados para a formação segurança e certificação das operações.

“É importante para fazer crescer as capacidades da nossa economia, de uma forma eficiente e sustentável. É, de facto, um investimento substancial, sendo que grande parte deste investimento é, efetivamente, no aumento e na melhoria da capacidade operacional, da produtividade, da eficiência energética, da eficiência ambiental”, disse a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, no final da cerimónia.

Segundo a governante, o investimento no terminal de contentores de Alcântara vai permitir receber navios e cargas maiores, sem que isso implique demora ou perda de produtividade.

Ana Paula Vitorino adiantou, de resto, que o Porto de Lisboa pretende aumentar o escoamento dos produtos por via fluvial e ferroviária, prevendo-se uma aposta na Plataforma Logística de Castanheira do Ribatejo, no concelho de Vila Franca de Xira, até 2022.

Já o presidente do grupo Yilport, Robert Yildirim, justificou o investimento em Portugal pela estabilidade económica do país. “Nós acreditamos que a economia portuguesa não é grande, mas é estável. Gostamos da forma como cresce. Lisboa tinha infraestruturas horríveis e estava tudo por fazer”, referiu o empresário turco, salientando que o grupo precisa de apoio “para ajudar a economia” nacional a crescer.

Fonte: O Idealista”